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Depressão

Alterações do apetite e peso

Mudanças no apetite são comuns na depressão e, como o sono, vão em direções opostas: perda de apetite (sem fome, comida sem sabor, perda de peso não intencional) ou aumento do apetite (comer compulsivamente, especialmente carboidratos e doces, ganho de peso). Ambos refletem a disfunção nos circuitos de recompensa e regulação que caracterizam a depressão.

A perda de apetite na depressão está ligada à anedonia — se nada é prazeroso, comida também perde seu apelo hedônico. O ganho de apetite frequentemente é uma tentativa de autorregulação — carboidratos e açúcares elevam temporariamente serotonina e dopamina, proporcionando alívio breve que leva a um ciclo de comer emocional.

As mudanças de peso significativas (perda ou ganho de mais de 5% do peso corporal em um mês sem intenção) são critério diagnóstico de depressão maior e merecem atenção clínica — tanto pelo impacto físico quanto pelo que sinalizam sobre o estado depressivo.

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Perguntas frequentes

Comer doce quando estou triste é sinal de depressão?

Não necessariamente por si só. Mas comer compulsivamente para regular emoções, especialmente doces e carboidratos, é um comportamento frequente na depressão atípica e no transtorno afetivo sazonal. Se faz parte de um conjunto de sintomas depressivos, vale avaliação.