Diagnóstico de TEA
O diagnóstico de TEA é clínico — não há exame de sangue ou exame de imagem que o confirme. É realizado por equipe multidisciplinar (médico especialista em neurodesenvolvimento — neurologista, psiquiatra ou pediatra especializado — com psicólogo) através de entrevistas, observação direta e instrumentos padronizados.
Instrumentos mais utilizados: ADOS-2 (Autism Diagnostic Observation Schedule) — observação padronizada do comportamento em situação semi-estruturada; ADI-R (Autism Diagnostic Interview-Revised) — entrevista detalhada com pais/cuidadores sobre histórico de desenvolvimento. A combinação dos dois tem sensibilidade e especificidade maiores.
No Brasil, o acesso ao diagnóstico é desigual: profissionais capacitados estão concentrados em centros urbanos e o custo pode ser alto no setor privado. O SUS oferece diagnóstico via CAPS-infantojuvenil e centros de referência, mas com tempo de espera variável.
Exemplo prático
A avaliação de Pedro, 3 anos, incluiu: consulta com neuropediatra (histórico completo de desenvolvimento e saúde), sessão de ADOS-2 (o profissional observa como Pedro interage com brinquedos, responde ao nome, usa comunicação), e ADI-R com os pais (duas horas de entrevista sobre desenvolvimento desde o nascimento).
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